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Mostrando postagens de dezembro, 2024

Conversa Aberta #3 - 2024

     "Na amargura eu não deixei o homem, eu deixei o falso amigo que falava o seu nome"     2024 foi um ano. Um grande, grandíssimo ano. Assim como em 2019, larguei uma faculdade e comecei um relacionamento que poderia ser para sempre, mas não foi. Em 2019 foi quando comecei a me reaproximar da Escrita e de Deus. Em 2024 Deus e a Escrita sussurraram: pode construir seu castelo aqui mesmo. Em 2024 eu deixo a infância por completo, assim como em 2019 eu deixei de lado por completo a adolescência.     Finais de anos carregam essa resina mística em seus últimos dias. Finais de ano são repletos de reflexões, assim como também acabou se consagrando como o momento de renovar as esperanças para o próximo novo ano que vem. Novos ciclos lunares, solares. Vamos reviver as estações, as mesmas posições dos astros, as mesmas que vivemos nos últimos 360 e poucos dias. São isso o que finais de ano representam.     Queria escrever um milhão de páginas a respe...

devaneios em tempo real #1

daqui três horas começo uma prova que quero muito ir bem. os temas são história e geografia, então vou precisar de toda ajuda espiritual possível para que a mente faça resgastes e todo o silêncio e limpeza mental para que eu possa me concentrar nesses resgastes lapsos e intuições que possam vir. a verdade é que eu tô confuso. tive sonhos horríveis, mas que pontuou e me localizou no mundo de muitas formas. eu me sinto triste, tremendamente triste. odeio despedidas e pôr um fim nas coisas. Senhor, por que tão difícil sustentar a existência humana em meio aos humanos? de onde vem tanta dificuldade? quais os motivos para isso? eu gosto de trocas sinceras. e odeio manipulação. e ao mesmo tempo que quero explodir em gentileza e solidariedade com o mundo, desejo que tudo se foda e vá a merda. mas se eu investigar profundamente e se eu for cruelmente sincero comigo... eu sei quais são as minhas reais vontades enquanto escritor, enquanto pessoa. principalmente enquanto pessoa, antes de ser arti...

devaneios em tempo real #0

      Um corpo se faz antes do mundo, se faz antes da percepção da consciência que o Eu tem a respeito de si e do mundo, sou um escritor e por isso me permito explorar todo modo de existência e descobrir todas as palavras e ir ligando o provável e a possibilidade da minha própria existência, meus limites de ação com os verbos, o ato de escrever, pensar, elaborar, compartilhar, me amostrar, ser... o próprio ato de ser é surreal... e penso que gostaria de escrever uma poesia, mas elaborei uma promessa - não que minha palavra valha alguma coisa - mas penso em... tanta coisa...     Ser escritor pressupõe a mentira, não é? A enganação. Mas também a verdade. O vulnerável, o verdadeiro, porque se identifica a mentira e é capaz de manipular uma informação, é também capaz de reconhecer o que seria o real. Não?     O quão forte é meu coração? Nossas almas, espíritos e vidas? O quão real e forte é o que achamos dizemos idealizamos não sei o quê a respeito de amor...