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Mostrando postagens de outubro, 2025

#devaneios - corre atrás mané

 há Olinda se transformando bem na minha frente, gritando para se tornar uma menina que perambula pelas ruas de Ouro Preto, Vila Rica, na verdade. me diz que vive num passado distante, mas que não é real, é mágico. então, quer que o pescador pesque essas histórias, esses contos, compartilhe com o contador e é assim que o contador sabe de tudo. vivo um dilema. ao mesmo tempo que gostaria de hiperjustificar os meus romances, tem algo que sinto que se eu passar de mais vira pecado, algo que já não brilha mais como antes. dá para polir, mas aí é mais trabalho ainda e sinto que o contemporâneo são tempos preguiçosos. nos querem dormentes, querem que a gente tenha nossos vícios. preferem nos dar tudo no meia boca, nos amortecer. não existe papo de empreendedorismo, influenciador no mundo ideal, utópico. as pessoas são pessoas no bom estado, que não pode mais ser chamado de estado, nem nação, mas uma terceira coisa que não contempla o idioma português. este idioma que não contempla nem me...

Ensaio #3 - Boas escolas, bons museus: a educação e a formação de eus

  “A educação como prática de liberdade é um jeito de ensinar que qualquer um pode aprender”, assim começa o capítulo 1 do livro Ensinando a Transgredir , de bell hooks. Pensar a educação é pensar os modos como a sociedade constrói e partilha seus saberes. O mesmo vale ao se pensar a museologia, suas memórias e narrativas sobre o mundo. Tanto o espaço da escola quanto o do museu são territórios de formação: moldam olhares, valores e sensibilidades. Isso mostra que são, ao mesmo tempo, espaços de poder e de possibilidade. Falar de boas escolas e bons museus é falar de instituições que não apenas buscam contar e sustentar Histórias, mas que verdadeiramente transmitem os códigos do mundo e oferecem aos indivíduos em formação, geralmente crianças e adolescentes, ferramentas e caminhos para que possam pensar e sentir criticamente o mundo, com a sensibilidade viva de pequenos humanos, seres com alma e espírito, como tanto defendeu Paulo Freire ao falar de humanidade. Em Ensinando a Trans...

Poema #8 - Novos Horizontes

  Faz tempo, não penso poesia. Não sinto, não puxo e não escrevo poesia. Faz tempo. Poesia não abraça minhas mãos inseguras na caneta. Perdi um tato com a palavra mas não foi só isso, minha forma que mudou só mudou e Poesia se metamorfizou para enquadrar no que que poesia precisa estar. Transformou-se num cheiro, num ar e silêncio. Me sussurrou um riso …  e foi levada pelo vento mas está!, o só levantou asas e o v — vá, Poesia! Viva!

Poema #7 - Correção de Sentidos

Textual foi corrigido para sal. Estudo foi corrigido para tudo. Árduo foi corrigido para menos tudo. Tentem foi corrigido para tem, tem. Crédito foi corrigido para sincrético. Classes foi corrigido para claras, e na segunda vez, substituída por calças. Item A foi corrigido para tem ar. Sei lá foi corrigido para Osella. Magina foi corrigido para Machine. Unirmos foi corrigido para ouvimos , o que é irônico; tantas palavras escutadas nenhuma transcrita como dita. Mas a culpa deve ser minha. Arremessei longe demais de seus contextos. Lancei de mim rápido demais à sua época. Se há culpado deve ser eu que não paro de dar luz a indispostas palavras aclamadas pela minha mente  semanticamente indigesta.

Poema #6 - Consciência v.1

Dentro do ser tem a bagunça tem a vontade por ordem tem o potencial para ação. Dentro do ser tem os órgãos tem o sangue correndo tem o bater de pulsão. Dentro do ser tem as organelas tem as células tem atividade em manutenção. Na borda do ser, na fronteira do que é, há a soma o empilhamento 3D em interação de toda molécula de todo átomo de todo elétron — o que vem antes da Ficção

Poema #5 - A Meta da Minha Linguagem

eu odeio a modernidade que arranca-me a possibilidade de algo sólido que não desmanche no ar. busco uma poesia que está fria, que não tem nada para oferecer. não tem carne, nem sustância, é só o osso da perna pra roer. poesia difícil essa que calcifica de mim.

Poema #4 - [sem título, 2025]

Não estou em busca de problema. Toda essa questão humana é pequena demais para o que vim fazer aqui. Minha memória agora me relembra, minha passagem pela vida imunda não é cultivar paixões mundanas daqui, Não é sonhar com uma família ou desejar acumular alguma milha no cartão de crédito black . Não estou aqui para fazer inimigos, meus inimigos já são declarados dizem respeito ao espíritos malignos que não se importam em ser uns safados Desejam. Não quero desejar como eles. Não quero pecar como eles ou ignorar o fato de que a Natureza, em toda sua majestosa beleza, é criação do Deus que dizem honrar. Desejam. São completamente cego seres. Não posso me cegar como eles e me permitir esquecer a pureza, em toda a sua imperfeição e tristeza, que há de ter meus irmãos amar. Não estou em busca de problemas. Não desejo troféus ou emblemas. Se não aceita meu perdão nada posso fazer a não ser respeitar teu espaço, me afastar desejando que algum dia você possa perdoar quem feria buscando amar.