Estou fazendo alguns pactos comigo. Entendendo outras coisas mais. Decifrando alguns mistérios e entendendo o que é preciso mesmo, com qual mentalidade, frequência e ao lado de quem. Talvez seja o fato de eu ter usado muito ácido e maconha ao longo da minha vida, ou só a minha plena e pura loucura hereditária, mas algo está mudando tanto em mim. Achei que fosse ser a mesma coisa para sempre, mas chegou o meu tempo de mudar. Nunca fui a mesma coisa, só tenho vontade de ser o mesmo, mas não sou o mesmo e nem nunca fui. Mas talvez querer ser o mesmo fale sobre uma coisa que considero muito bonita em mim, talvez eu seja parte de uma linhagem de frutos, não só mais uma árvore aleatória. Uma linhagem de árvores que dão as mesmas frutas tem séculos. Eu não sei dizer se sou gentil. Sinto medo de confiar nas pessoas, mas eu desejo tanto confiar no outro. Nunca vi um da minha espécie em condições plenas de suas próprias existências. Há um horror terrível. Terrível no bom sentido. Horror poi...
Eu tô vivo. Respirando, e sempre que vejo que estou travado na escrita começo pelo óbvio. Algo que aprendo cada vez mais ao longo dos anos é o quanto o óbvio não só precisa ser dito, mas internalizado. A internalização se faz a partir da repetição. Estou aprendendo que é bom interromper ciclos. Aprendo que a vida é extensa, longa e tão bonita. Mas sou também um bicho assustado. Sou tanta coisa. É bom ser muita coisa. Diz muita coisa ser um monte de coisa. O silêncio a respeito das coisas diz um monte de coisa e, caramba, não há nada melhor no mundo que o dizer. Algo muito específico a respeito da humanidade me irrita. Não sei dizer exatamente o quê, mas é isso que não entendo qual a diferença é conceitualizar ou não. Vai ser capaz de mudar o curso do rio? Esse rio tá se construindo ou já tá dado, pronto?, é destino a gente cair num fim absoluto ou há como as coisas serem diferentes?, a humanidade está fadada ao caos ou é possível sair da inércia? Ultimamente, o tempo v...