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Poema #2 - Quando Me Vi Universalizado

Quando me vi universalizado
não foi quando encarei o espelho,
não foi quando vi de um peito
o chute de um coração.

Não me vi universalizado
no livro escrito um bom conselho
que dizia-me: a alma é leito
do amor à tentação.

Quisera eu mimosas colchas
para meu espírito meditar
sobre do que é feita alma
e qual a cor de acreditar

num Deus que cria conchas,
do barro faz Gente respirar
até desacreditarem na alma
e da Força que a fez brotar.


Quando me vi universalizado
chamei de vadia minha prima,
cortei minha barriga com as unhas,
desejei ser como a seiva entre a pressão dos meus dedos.

Me vi universalizado no ato de humildade ao assumir os meus erros.

Lembrei-me da rima: bela e singela.
Dos meus pecados fui testemunha,
quando me universalizei
não fui Deus,
só esta coisa que se supunha.










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