há Olinda se transformando bem na minha frente, gritando para se tornar uma menina que perambula pelas ruas de Ouro Preto, Vila Rica, na verdade. me diz que vive num passado distante, mas que não é real, é mágico. então, quer que o pescador pesque essas histórias, esses contos, compartilhe com o contador e é assim que o contador sabe de tudo. vivo um dilema. ao mesmo tempo que gostaria de hiperjustificar os meus romances, tem algo que sinto que se eu passar de mais vira pecado, algo que já não brilha mais como antes. dá para polir, mas aí é mais trabalho ainda e sinto que o contemporâneo são tempos preguiçosos. nos querem dormentes, querem que a gente tenha nossos vícios. preferem nos dar tudo no meia boca, nos amortecer. não existe papo de empreendedorismo, influenciador no mundo ideal, utópico. as pessoas são pessoas no bom estado, que não pode mais ser chamado de estado, nem nação, mas uma terceira coisa que não contempla o idioma português. este idioma que não contempla nem me...
pedaços de alguma alma humana