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Ensaio #4 - Matisse, Todorov e O que é Arte?

    Introdução      Matisse sonhava com uma arte sem sentimentos conturbados, que não carregasse conflito problemático, mas fosse puramente equilibrada, tranquila, sem temas de inquietação.         Por mais que eu particularmente goste do ato de conhecer coisas sem saber muito sobre o autor, há questões específicas que chamam a mim atenção, por exemplo: o ano em que coisas são feitas, ditas, expressas, nascidas e mortas.      Matisse nasceu em 1869 e foi morrer no ano de 1954, viu muita coisa, apreendeu e teve tempo de pensar muita coisa, isso enquanto artista, alguém que gosta de fazer coisas bonitas .        Enquanto filósofo  — quem diria que me chamaria assim algum dia  —  seria de bom tom definir o que quero dizer por bonit- , mas não preciso. Aqui eu quero que pegue o que conhece de senso comum, do que já ouviu falar, é sobre isso aí que falo. Se um dia já ouviu essa palavra, quero ...

Conversa Aberta #7 - komorebi

Passei a manhã e tarde estudando Matisse, Todorov e pensando em Arte. Senti vontade por sumir por seis meses. Voltar só depois de ter tudo feito. O que mais quero no mundo é dinheiro. Dinheiro para, supostamente, realizar todos os meus sonhos, como se fosse o dinheiro, não eu, quem vai fazer as coisas acontecerem. Nem acho que tenho mais sonhos. Minto. Tenho muitos. Faz tempo que não vejo por trás de cortinas, ou ando nas pontas dos pés, ou sorrio para estranhos num manifesto simples de existência. Deus está aqui? Às vezes é melhor viver como ateu, apesar de toda fé. Antes não voltaria no tempo, hoje, sinto vontade imensa de ser jovem de novo e buscar ainda mais inteligência e sabedoria, aplicando o que sei hoje lá atrás. Fico agindo como se não fosse todo dia uma nova oportunidade. Não é todo dia uma nova oportunidade? Lembro de mapas dos sonhos que fiz, as noites de bruxaria, feitiçaria, me fazia bem toda aquela nutrição. Hoje? sobra pra mim nada. Desisti do mundo e agora só uno forç...

#devaneios - corre atrás mané

 há Olinda se transformando bem na minha frente, gritando para se tornar uma menina que perambula pelas ruas de Ouro Preto, Vila Rica, na verdade. me diz que vive num passado distante, mas que não é real, é mágico. então, quer que o pescador pesque essas histórias, esses contos, compartilhe com o contador e é assim que o contador sabe de tudo. vivo um dilema. ao mesmo tempo que gostaria de hiperjustificar os meus romances, tem algo que sinto que se eu passar de mais vira pecado, algo que já não brilha mais como antes. dá para polir, mas aí é mais trabalho ainda e sinto que o contemporâneo são tempos preguiçosos. nos querem dormentes, querem que a gente tenha nossos vícios. preferem nos dar tudo no meia boca, nos amortecer. não existe papo de empreendedorismo, influenciador no mundo ideal, utópico. as pessoas são pessoas no bom estado, que não pode mais ser chamado de estado, nem nação, mas uma terceira coisa que não contempla o idioma português. este idioma que não contempla nem me...

Ensaio #3 - Boas escolas, bons museus: a educação e a formação de eus

  “A educação como prática de liberdade é um jeito de ensinar que qualquer um pode aprender”, assim começa o capítulo 1 do livro Ensinando a Transgredir , de bell hooks. Pensar a educação é pensar os modos como a sociedade constrói e partilha seus saberes. O mesmo vale ao se pensar a museologia, suas memórias e narrativas sobre o mundo. Tanto o espaço da escola quanto o do museu são territórios de formação: moldam olhares, valores e sensibilidades. Isso mostra que são, ao mesmo tempo, espaços de poder e de possibilidade. Falar de boas escolas e bons museus é falar de instituições que não apenas buscam contar e sustentar Histórias, mas que verdadeiramente transmitem os códigos do mundo e oferecem aos indivíduos em formação, geralmente crianças e adolescentes, ferramentas e caminhos para que possam pensar e sentir criticamente o mundo, com a sensibilidade viva de pequenos humanos, seres com alma e espírito, como tanto defendeu Paulo Freire ao falar de humanidade. Em Ensinando a Trans...

Poema #8 - Novos Horizontes

  Faz tempo, não penso poesia. Não sinto, não puxo e não escrevo poesia. Faz tempo. Poesia não abraça minhas mãos inseguras na caneta. Perdi um tato com a palavra mas não foi só isso, minha forma que mudou só mudou e Poesia se metamorfizou para enquadrar no que que poesia precisa estar. Transformou-se num cheiro, num ar e silêncio. Me sussurrou um riso …  e foi levada pelo vento mas está!, o só levantou asas e o v — vá, Poesia! Viva!

Poema #7 - Correção de Sentidos

Textual foi corrigido para sal. Estudo foi corrigido para tudo. Árduo foi corrigido para menos tudo. Tentem foi corrigido para tem, tem. Crédito foi corrigido para sincrético. Classes foi corrigido para claras, e na segunda vez, substituída por calças. Item A foi corrigido para tem ar. Sei lá foi corrigido para Osella. Magina foi corrigido para Machine. Unirmos foi corrigido para ouvimos , o que é irônico; tantas palavras escutadas nenhuma transcrita como dita. Mas a culpa deve ser minha. Arremessei longe demais de seus contextos. Lancei de mim rápido demais à sua época. Se há culpado deve ser eu que não paro de dar luz a indispostas palavras aclamadas pela minha mente  semanticamente indigesta.

Poema #6 - Consciência v.1

Dentro do ser tem a bagunça tem a vontade por ordem tem o potencial para ação. Dentro do ser tem os órgãos tem o sangue correndo tem o bater de pulsão. Dentro do ser tem as organelas tem as células tem atividade em manutenção. Na borda do ser, na fronteira do que é, há a soma o empilhamento 3D em interação de toda molécula de todo átomo de todo elétron — o que vem antes da Ficção