não nasci com dentro de mim uma palavra. por mais que existisse já tudo que conheço pela palavra. as quatro paredes de concreto, o gesso, a pia, o banheiro, o cupim comendo a porta, o pelo do gato, a falta de ordem, a louça suja, o desdém e até a promessa de que circos são engraçados e palhaços são para divertir (mas também com eles os assassinatos, os serial killers e aquelas coisas de webdeep, conquanto não houvesse a web como bem a conhecemos: o espaço de rede em absoluto, sem freio : o espaço que estamos por navegar como seres solitários, performáticos, determinados ao que são, como se nascessem com nós lá dentro, a palavra, como se verdade fosse uma fotografia, parada que não se mexe, não se move, foi dita tem mil anos e não se pode provar no presente pois de tão vazio que nascemos o que mais queremos é alguma certa certeza de que existe uma essência essencial no âmago desde a nascença
pedaços de alguma alma humana